segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

RIVER X BOCA (3-1): DEU RIVER PLATE NO JOGO DO ANO



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O dia de todas as decisões. Não deu em Buenos Aires, deu em Madrid. A segunda mão da inédita final argentina da Libertadores decorreu na capital espanhola num ambiente de grande festa e confraternização entre dois eternos rivais. E nem as maiores estrelas do futebol mundial escaparam: Lionel Messi, Antoine Griezmann, James Rodríguez, Nico Gaitán, Leonardo Bonucci e outros marcaram presença na capital espanhola. O brilho seria diferente no Monumental, é certo, mas o fatídico 24 de novembro desapareceu, por momentos, da mente de todos. Jogava-se um River Plate x Boca Juniors, El Superclásico, um dos jogos mais importantes de sempre.

O River Plate conquistou a quarta da sua história e proclamou-se, uma vez mais, rei do futebol sul-americano. A partida teve emoção a rodos, nervosismo constante e um certo jogo feio pelo meio.

Na primeira parte houve mais Boca Juniors. O River Plate, de Marcelo Gallardo, deixou amostras de grande sofrimento. A primeira fase de construção, levada a cabo por Enzo Pérez e Leonardo Ponzio praticamente não existiu. A disponibilidade era pouca e as movimentações limitadas de Pity Martínez e Palácios, os principais desequilibradores, condicionaram, por completo, o jogo da equipa que só por uma ocasião - Nacho Fernandez de cabeça - ameaçou a baliza de Andrada.

O Boca Juniors, depois de ultrapassados uns bons minutos de nervosismo e futebol mal jogado, revelou um maior ascendente. A pressão alta efectuada pela dupla Pablo Pérez-Nández no miolo funcionou na perfeição para um maior aproveitamento do espaço entre linhas e as oportunidades flagrantes foram surgindo com naturalidade. Maidana esteve perto de uma asneira grande aos 10', Pérez, por duas vezes, teve golo nos pés e Villa obrigou Armani a esticar-se. A insistência deu os seus frutos e Dario Benedetto, pois claro, abriu o activo. Uma sequência de más decisões do homens do River - aconteceu frequentemente durante o primeiro tempo - bastou para que se produzisse um contra-ataque letal. O camisola 18 tirou Maidana do caminho com tremenda classe... e fez o que tão bem sabe. A festa, ao intervalo, fez-se em tons de azul e amarelo.

Marcelo Gallardo identificou o problema no mecanismo e o River Plate reentrou com uma estratégia completamente distinta. Muito mais intensa, a formação branca e vermelha importunou o rival durante grande parte dos 45 minutos. Atrevido no ataque, procurando explorar as costas da linha defensiva xeneize, e bem mais equilibrado no setor mais recuado, o River assumiu o jogo e empurrou o Boca para trás. Uma espécie de inversão de papéis que deu frutos, não fosse a tremenda pressão efetuada já com Quintero em campo. Aos 68 minutos, e através de um envolvimento coletivo sensacional, Lucas Pratto estabeleceu o empate e apimentou, ainda mais, a batalha. Até ao último suspiro, o nível continuou tão alto que a fadiga não deu tréguas. As pernas tremiam, as cãibras não paravam de surgir, mas o jogo prosseguiu para prolongamento.

Chegou o prolongamento com 1-1 no marcador e o Boca viu-se em apuros. Wilmar Barrios, com uma entrada dura, recebera ordem de expulsão ainda nos 90 mimutos regulamentares e isso fragilizou os pupilos de Barros Schelotto. Um golpe profundo remendado por largos minutos. O Boca defendeu-se como um escudo. Sofreu com a pressão e aguentou o que pôde... menos com Juanfer Quintero (esse mesmo!) e Pity Martínez. O talentoso e incompreendido médio colombiano, ex-FC Porto, desenhou uma autêntica obra de arte. Já Martínez decidiu uma das finais mais épicas de sempre, caminhando sozinho para uma baliza deserta já na fase do desespero 'xeneize'.

A 59ª edição da Taça dos Libertadores é do River Plate. O museu do Monumental vai exibir, a partir de agora, a quarta peça de prata mais prestigiada da América do Sul. Jogo épico!

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