quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Vítor Baía: A classe suprema a partir das balizas



Partilha :
Vítor Baía: A classe suprema a partir das balizas

Símbolo incontornável do FC Porto, Vítor Baía é considerado um dos maiores guarda redes da história do futebol mundial. Venceu 33 competições com as camisolas do FC Porto e FC Barcelona, numa carreira impar em que só faltou um grande sucesso com a camisola das quinas... No final da sua carreira, e após 33 títulos conquistados, Vítor Baía tornava-se o jogador mais titulado na história do futebol mundial.

Começou a carreira na Académica de Leça, juntamente com o seu amigo Domingos Paciência, que o acompanhou na ida para o FC Porto, quando ambos tinham apenas 13 anos.

Aos 19 anos estreou-se de dragão ao peito contra o Vitória de Guimarães. A titularidade no FC Porto custou-lhe a oportunidade de jogar o Campeonato Mundial de Juniores em 1989, perdendo a possibilidade de sagrar-se campeão mundial juntamente com os colegas com quem tinha feito todo o percurso nas selecções jovens.

Estreou-se na Selecção A com 21 anos num jogo frente aos Estados Unidos, na primeira de 80 internacionalizações que o tornam no mais internacional guarda-redes português de todos os tempos.

Esteve presente no Euro'1996, fazendo um óptimo torneio, o que a juntar aos títulos conquistados com o FC Porto despertaram a cobiça dos gigantes europeus. Em 1996 mudou-se para Barcelona com Bobby Robson, que tinha sido seu treinador nas Antas.

Conquistou uma Taça das Taças com os blaugrana, mas na época seguinte, após uma lesão, foi afastado por Louis Van Gaal.

No banco, desiludido, regressou a Portugal e ao seu clube do coração em 1999. Veio a tempo de festejar o Pentacampeonato azul e branco, e no ano seguinte brilhou no Euro'2000 englobado numa selecção orientada por Humberto Coelho e onde pontificavam Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, Fernando Couto, Jorge Costa, João Vieira Pinto, Sérgio Conceição, entre outros. Chegou às meias-finais, apenas caindo diante da França campeã mundial, devido àquele famigerado penalty marcado por Zidane, após mão de Abel Xavier.

Em 2002 guardou a selecção nacional no mundial da Coreia e do Japão de má memória, após o qual acabou por ser afastado da selecção por Luís Filipe Scolari, vendo-se assim impedido de jogar o Euro'2004 em casa, na melhor fase da sua gloriosa carreira, e quem sabe, ultrapassar as 100 internacionalizações.

Afastado da selecção, venceu tudo o que havia para vencer no FC Porto de José Mourinho: Campeonato, Taça de Portugal, Liga dos Campeões, Taça UEFA, sendo também considerado o melhor guarda-redes da Europa pela UEFA em 2004. Só Scolari não viu que Baía era muito, mas muito superior a Ricardo...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Ola leitor como vai?
Obrigado pela visita em nosso blog, e não se esqueça de deixar teu comentário/opinião depois ok? Ele é muito importante para nós.